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Guia Completo da Cirurgia Refrativa: Técnicas (LASIK e PRK), Exames e Pós-Operatório

📖 Guia Completo (7 min) | Passo a passo técnico para quem deseja tirar os óculos. ⚡ Procurando apenas um resumo rápido? Se você quer entender de forma simples o que é a cirurgia e se você atende aos requisitos básicos, veja nosso resumo: Cirurgia Refrativa: O que é e para quem é indicada → 1. LASIK (Laser-Assisted in Situ Keratomileusis) Como é feita Como é feita: É criado um fino flap (uma lamela) na córnea com laser de femtosegundo ou microceratótomo. O laser excimer remodela o tecido estromal subjacente e o flap é reposicionado, funcionando como um curativo natural. Principais vantagens Principais características: recuperação visual geralmente mais rápida do que no PRK e desconforto pós-operatório que costuma ser menor, embora a experiência varie entre pacientes. 4. TransPRK (PRK Transepitelial / Toque Zero) Como é feita Como é feita: Procedimento totalmente a laser e sem contato manual. O próprio laser remove o epitélio e corrige o grau na mesma sessão contínua. Principais vantagens Principais vantagens: Padronização computadorizada da remoção epitelial e cicatrização otimizada com as vantagens da superfície.

Cirurgia refrativa realizada com laser oftalmológico
TratamentosInformação para chegar melhor preparado à consulta
01Mapeamento da córnea orienta a indicação
02PRK e LASIK têm recuperações diferentes
03Colírios e revisões fazem parte do resultado
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As Principais Opções e Técnicas de Correção Refrativa

2. SMILE (Small Incision Lenticule Extraction)

Como é feita

Como é feita: Realizada exclusivamente com laser de femtosegundo, cria um fino lentículo no interior da córnea, que é removido através de uma microincisão periférica de poucos milímetros, sem a confecção de flap.

Principais vantagens

Principais vantagens: Preservação superior da biomecânica da córnea e menor propensão ao olho seco no pós-operatório.

5. Implante de Lentes Fáquicas (Ex: Lentes ICL)

Como é feita

Como é feita: É o implante de uma lente intraocular de alta precisão tecnológica entre a íris e o cristalino natural do paciente, sem retirar nenhuma estrutura ocular. É amplamente indicada para correções de graus elevados (miopia, hipermetropia ou astigmatismo alto) onde o laser corneal não é seguro.

Principais vantagens

Principais características: pode oferecer boa qualidade óptica em pacientes selecionados e não remove tecido corneano para corrigir o grau. A lente pode ser removida ou trocada em situações específicas, mas o implante é um procedimento intraocular e possui riscos próprios.

3. PRK (Keratectomia Fotorrefrativa) Tradicional

Como é feita

Como é feita: O epitélio superficial é removido e o laser excimer atua diretamente na superfície da córnea após a remoção do epitélio. O epitélio se regenera nos primeiros dias.

Principais vantagens

Principais vantagens: Ideal para córneas mais finas, pois preserva integralmente a espessura estromal por não exigir cortes em aba.

6. Facectomia Refrativa (Cirurgia de Substituição do Cristalino)

Como é feita

Como é feita: Consiste na remoção do cristalino natural (mesmo sem catarata instalada) e no implante de uma lente intraocular multifocal, trifocal ou com profundidade de foco estendida (EDOF). Pode ser considerada em pacientes selecionados com presbiopia ou em situações nas quais a cirurgia corneana a laser não seja a opção mais adequada, após avaliação dos riscos e benefícios.

Principais vantagens

Principais características: a substituição do cristalino permite implantar diferentes desenhos de lente intraocular para objetivos visuais distintos. Como o cristalino natural é removido, ele não poderá desenvolver catarata posteriormente; ainda assim, a cirurgia tem riscos e não garante independência de óculos.

A definição sobre qual técnica ou procedimento utilizar não é uma escolha de preferência isolada, mas sim uma decisão médica altamente personalizada. Ela é tomada após uma avaliação oftalmológica minuciosa que inclui exames complementares avançados, como a tomografia e a topografia de córnea, a paquimetria, a biometria e o estudo das aberrações ópticas oculares.

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O Rigor do Diagnóstico Pré-Operatório na oftalmo+

O sucesso de qualquer procedimento refrativo depende diretamente da qualidade da avaliação pré-operatória. Na oftalmo+, realizamos exames cruciais antes de emitir qualquer indicação cirúrgica:

• Topografia e Tomografia Corneana de Alta Resolução: Mapeamento tridimensional completo para detectar qualquer sinal precoce de ectasia ou ceratocone suboclusivo.

• Paquimetria e Biometria Ocular: Medições anatômicas exatas para planejar com milimetria a cirurgia a laser ou o implante de lentes.

• Avaliação do Filme Lacrimal: Fundamental para garantir uma superfície ocular saudável e otimizar a recuperação visual.

Infográfico comparando LASIK, PRK e TransPRK
LASIK, PRK e TransPRK diferem na abordagem da superfície corneana e no ritmo de recuperação.
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❓ FAQ - Guia Completo da Cirurgia Refrativa

1. Qual é a diferença entre as técnicas LASIK e PRK?

R: A principal diferença está na camada da córnea onde o laser é aplicado: LASIK: É criado um fino "flap" (tampa) na superfície da córnea, o laser remodela a camada interna e o flap é reposicionado. A recuperação visual após LASIK costuma ser mais rápida do que após PRK, embora haja variação individual e possa ocorrer desconforto. PRK: a camada mais superficial da córnea (epitélio) é removida antes da aplicação do laser e costuma ser utilizada uma lente de contato terapêutica temporária. A recuperação inicial tende a ser mais lenta e a indicação depende da espessura, do formato da córnea e de outros achados do exame.

2. QUAIS EXAMES SÃO NECESSÁRIOS ANTES DE FAZER A CIRURGIA REFRATIVA?

R: Para avaliar a indicação e reduzir riscos antes do procedimento, podem ser realizados exames complementares conforme o caso, tais como: Topografia/Tomografia Corneana (Pentacam): mapeia a curvatura e a espessura da córnea; Paquimetria Ultrassônica: mede a espessura corneana; Mapeamento de Retina e OCT: avaliam estruturas do fundo do olho e do nervo óptico; Exame de Refração Completo: Determina a estabilidade exata do grau.

3. Como é a recuperação e o pós-operatório da cirurgia refrativa?

R: A recuperação varia conforme a técnica utilizada: No LASIK: O paciente costuma retornar às suas atividades normais e ao trabalho em 24 a 48 horas. No PRK: O paciente deve repousar por cerca de 3 a 5 dias enquanto o epitélio se regenera sob a lente de contato protetora. Cuidados Gerais: Uso rigoroso dos colírios prescritos (antibióticos e anti-inflamatórios), uso de óculos de sol com proteção UV ao ar livre, além de evitar coçar os olhos, frequentar praias ou piscinas e usar maquilhagem nos primeiros 15 a 30 dias.

4. O grau de miopia ou astigmatismo pode voltar após a cirurgia?

R: A maioria dos pacientes selecionados adequadamente obtém melhora importante da visão sem correção, mas o resultado depende do grau, da técnica e das características oculares. Pode ocorrer regressão parcial ao longo do tempo. Uma eventual nova intervenção só é considerada após nova avaliação de segurança.

5. Quem tem córnea fina pode operar?

R: Depende. Uma córnea mais fina exige avaliação cuidadosa da espessura, da topografia/tomografia e do tecido que seria removido. Em alguns casos o PRK pode ser considerado por não exigir a criação de flap, mas córnea fina também pode contraindicar cirurgia refrativa corneana.

6. Qual é o tipo de anestesia utilizado na cirurgia refrativa?

R: Na maioria das cirurgias refrativas a anestesia é feita com colírios anestésicos. O paciente costuma permanecer acordado durante o procedimento. Pode haver sensação de pressão ou desconforto, e a estratégia anestésica é definida pela equipe conforme o caso.

7. Onde realizar a avaliação cirúrgica completa com exames na Zona Oeste e Barra da Tijuca?

R: Na oftalmo+, a avaliação pré-operatória é individualizada. A equipe confirma os exames necessários, o profissional e a unidade adequados conforme a indicação clínica e a disponibilidade de atendimento. Conheça a unidade Campo Grande.

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Dr. Gustavo Henrique

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